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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Parmalat voltou- e os Mamíferos também."Nova" aposta da marca.

  Quando se fala em propagandas históricas, que superam décadas e permanecem na memória por anos, logo lembramos dentre muitas a “Mamíferos da Parmalat” de 1996. Um Jingle que muita gente sabe a letra de cor e salteado, mais de 17 milhões de pelúcias distribuídas em troca de códigos de barras, e centenas de crianças que guardam fotos vestidas de mamíferos (Sim, eu tenho fotos onde estou vestido de morsa e touro da Parmalat). E o mais importante, virou sinônimo para a marca. Relembre:
   Anos depois tivemos um comercial dos “Mamíferos Crescidos (2007) ” mostrando as crianças do primeiro vídeo crescidas. Veja:
  E é exatamente por isso que a marca vai apostar no sucesso e no carinho do público com uma nova campanha, trazendo os Mamíferos de volta, num golpe de marketing para reerguer a imagem da Parmalat após as diversas crises na mídia, como por exemplo quando em 2007 a ANVISA apreendeu dois lotes de vido a suspeita de adulteração com soda cáustica e peróxido de hidrogênio (H2O2). Todos se lembram do escândalo que confirmou a adulteração em duas cooperativas de Minas Gerais que vendiam leite para a Parmalat e para outras grandes marcas.
  Desta vez sob o controle da francesa Lactilis, os mamíferos revivem através da ideia da também francesa Betc, prometendo um estrondo midiático semelhante ao ocorrido há 19 anos. Na página oficial do Facebook (Mamíferos Parmalat), os fãs nostálgicos já questionam se as pelúcias também retornaram. Ainda não a informação sobre isso, mas não a dúvida, se o sucesso for grande é possível que novas pelúcias estejam a caminho. Além dos bichinhos das primeiras campanhas, a Parmalat traz espécies brasileiras, como o tamanduá-bandeira, a jaguatirica e o lobo-guará. A canção tem um novo ritmo, mas o “tomou? ”do final do comercial permanece. Assista e se sinta nos anos 90:

domingo, 10 de maio de 2015

Steven Spielberg vai adaptar “Admirável Mundo Novo” para Televisão.

   Spielberg, cineasta, diretor, produtor cinematográfico e empresário, será um dos responsáveis em transformar o livro “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley em série de TV, pela SyFy. Segundo o The Hollywood Reporter, Steven conta com mesma equipe com quem trabalhou em Taken, série premiada pelo Emmy e exibida em 2002 pelo Sci Fi Channel.
    Além de Taken (2002) onde conta em 10 episódios a história de 3 famílias que tiveram suas vidas mudadas devido o contato com extraterrestres, Spielberg também foi produtor da série Band of Brothers (2001) com parceria de Tom Hanks pela HBO. Baseada no livro de mesmo nome de Stephen E. Ambrose, é considerada a série mais cara da TV: custou US$ 120 milhões, teve 10 mil figurantes e possui mais de 500 personagens, tudo isso para contar a história da Easy Company, integrante da 101ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos. Também foram usadas 700 armas autênticas, 400 armas de borracha e cerca de 14 mil caixas de munição em cada dia de filmagem, para fidelizar o máximo possível a série com o cenário da segunda guerra mundial. Rendeu 6 Emmys, 1 Globo de Ouro e 1 Writers Guild Award.
    Já o livro “ Admirável Mundo Novo” de 1932 está entre as melhores ficções científicas já escritas, encontra-se como a quinta maior obra em língua inglesa do século XX e já virou filme duas vezes, uma em 1980 e outra em 1998. A fábula acontece em um futuro distópico, onde o livre arbítrio foi abolido. As pessoas são condicionadas psicológica e biologicamente a viverem em harmonia, através de uma falsa felicidade química devido ao consumo de uma droga de nome “soma”; que exclui toda a insegurança dos cidadãos; e a inserção de ideologias durante o sono. A sociedade é organizada em castas e não há religião ou conceito de família. A gravidez é artificial e as crianças têm educação sexual desde cedo, sendo impossível mudar de classe social. 
  “Sua visão provocativa de um futuro tortuoso se mantém poderosa e atemporal como nunca. Prometendo ser um evento televisivo monumental, ‘Admirável Mundo Novo’ se encaixa cirurgicamente na programação inovadora que tem se tornado marca registrada do Syfy”, declarou Dave Howe, presidente do canal.
    A série ainda não tem previsão de estreia ou gravação. Entretanto já cria grandes expectativas por carregar o nome de Spielberg e ser baseada em um livro espetacular. Acredito que será uma série capaz de unir fãs de seriados, cinema e literatura. 
Confira os trailers de Taken e Band of Brothers:

domingo, 12 de abril de 2015

Dupla de fotógrafos suíços criam maquetes baseadas em fotografias históricas.

   Existem imagens que sobrevivem a história por representarem momentos que marcaram uma época. Ao vermos estas fotos imediatamente ligamos a fatos e sentimentos que o mundo viveu e precisou registrar para gerações futuras. São imagens tão significativas e fortes que estão estampadas para além de livros; talvez até mais na memória da sociedade.
   Os fotógrafos suíços Jojakim Cortis e Adrian Sonderegger resolveram escolher algumas dessas fotografias para recria-las. O projeto iniciou como uma brincadeira quando decidiram fazer uma maquete da famosa foto “O Desastre de Hindenburg, Sam Shere, 1937” e depois fotografa-la. Desde de então a dupla passou mais três anos criando maquetes de mais 13 fotografias.
O Desastre de Hindenburg, Sam Shere, 1937.
   Em uma entrevista à CNN eles disseram que a fotografia mais difícil de ser recriada foi a “Protesto na Praça da Paz Celestial, Stuart Franklin, 1989”, onde uma misteriosa figura solitária obstruí o caminho de tanques militares durante os protestos estudantis na Praça da Paz Celestial.
   "Nós compramos os tanques no eBay da China", explicou Cortis. "Eles eram esses kits modelos que tivemos que colocar juntos."
   "Tivemos que construir em torno de sete ou oito tanques - o primeiro foi divertido, o segundo foi ok, e depois foi apenas trabalho duro", disse ele sobre a cena que levou duas semanas para ser concluída.
Protesto na Praça da Paz Celestial, Stuart Franklin, 1989.
   Entretanto a imagem que mais teve repercussão foi a “Pegada na Lua – Edwin Aldrin, 1969” servindo como mais um argumento para as pessoas que defendem a teoria de que o homem não foi a lua (um bom tema para futuramente expor aqui no blog).
Pegada na Lua – Edwin Aldrin, 1969.
   O duo acabou de fazer uma versão em miniatura do assassinato do presidente americano John Kennedy em Dallas-1963, com foto ainda não divulgada, porém já criticada como outras fotografias (o atentado de 11 de setembro por exemplo). Sobre isso, Cortis declara: "Não é que nós tivemos em nossa mente recriar imagens negativas, mas eu acho apenas que a história parece ter imagens icônicas mais negativas do que positivas” e acrescenta" Mas ainda há esperança, a história ainda está acontecendo, e o projeto ainda não está terminado."
    Separei todas as fotografias divulgadas comparadas com as originais, espero que gostem. No fim da página tem o link do portfólio da dupla e da entrevista para CNN na integra. 
Mont Blanc la Jonction, Louis-Auguste Bisson Auguste-Rosalie Bisson, 1861.
Os Irmãos Wright, John Thomas Daniels, 1903.
Última Foto do Titanic, Francis Brown, 1912.
Cinco Silhuetas de Soldados na Batalha de Broodseinde, Ernest Brooks, 1917.
Mostro do Lago Ness, Robert Kenneth Wilson, 1934.
Cogumelo Atômico em Nagasaki, Charles Levy, 1945.
Sequestro nos Jogos Olímpicos em Munique, Ludwig Wegmann, 1972.
Rhein II, Andreas Gursky, 1999.
Explosão do Concorde, Toshihiko Sato, 2000.
11 de Setembro, Sean Adair, 2001.
Abu Ghraib, Soldado Americano Desconhecido, 2003.
Portfólio da dupla.
Entrevista a CNN.