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sexta-feira, 17 de abril de 2015

T-Shirt War: Stop Motion inspira comercial para McDonald's e Coca-Cola.

  Uma dupla de youtubers da Carolina do Norte, Rhett & Link, criaram uma guerra usando apenas camisetas em stop motion. O vídeo demorou 2 dias para ser gravado, foi usada 222 camisetas e teve a direção do cineasta brasileiro e também youtuber, Joe Penna, mais conhecido como MysteryGuitarMan. O vídeo é de 2010, entretanto ainda é um dos mais visitados do canal. Vale a pena assistir:
  O sucesso foi tão grande que no mesmo ano a dupla foi contratada pelo McDonald's para criarem um comercial no mesmo estilo divulgando a marca junto com a Coca-Cola. Confira:
  Esses dois vídeos fizeram a dupla ser chamada para entrevistas na TV e outras propagandas para diversas marca, lançando a dupla no mercado publicitário dos Estados Unidos. Vejam outros trabalhos no canal deles: Rhett & Link

domingo, 12 de abril de 2015

Dupla de fotógrafos suíços criam maquetes baseadas em fotografias históricas.

   Existem imagens que sobrevivem a história por representarem momentos que marcaram uma época. Ao vermos estas fotos imediatamente ligamos a fatos e sentimentos que o mundo viveu e precisou registrar para gerações futuras. São imagens tão significativas e fortes que estão estampadas para além de livros; talvez até mais na memória da sociedade.
   Os fotógrafos suíços Jojakim Cortis e Adrian Sonderegger resolveram escolher algumas dessas fotografias para recria-las. O projeto iniciou como uma brincadeira quando decidiram fazer uma maquete da famosa foto “O Desastre de Hindenburg, Sam Shere, 1937” e depois fotografa-la. Desde de então a dupla passou mais três anos criando maquetes de mais 13 fotografias.
O Desastre de Hindenburg, Sam Shere, 1937.
   Em uma entrevista à CNN eles disseram que a fotografia mais difícil de ser recriada foi a “Protesto na Praça da Paz Celestial, Stuart Franklin, 1989”, onde uma misteriosa figura solitária obstruí o caminho de tanques militares durante os protestos estudantis na Praça da Paz Celestial.
   "Nós compramos os tanques no eBay da China", explicou Cortis. "Eles eram esses kits modelos que tivemos que colocar juntos."
   "Tivemos que construir em torno de sete ou oito tanques - o primeiro foi divertido, o segundo foi ok, e depois foi apenas trabalho duro", disse ele sobre a cena que levou duas semanas para ser concluída.
Protesto na Praça da Paz Celestial, Stuart Franklin, 1989.
   Entretanto a imagem que mais teve repercussão foi a “Pegada na Lua – Edwin Aldrin, 1969” servindo como mais um argumento para as pessoas que defendem a teoria de que o homem não foi a lua (um bom tema para futuramente expor aqui no blog).
Pegada na Lua – Edwin Aldrin, 1969.
   O duo acabou de fazer uma versão em miniatura do assassinato do presidente americano John Kennedy em Dallas-1963, com foto ainda não divulgada, porém já criticada como outras fotografias (o atentado de 11 de setembro por exemplo). Sobre isso, Cortis declara: "Não é que nós tivemos em nossa mente recriar imagens negativas, mas eu acho apenas que a história parece ter imagens icônicas mais negativas do que positivas” e acrescenta" Mas ainda há esperança, a história ainda está acontecendo, e o projeto ainda não está terminado."
    Separei todas as fotografias divulgadas comparadas com as originais, espero que gostem. No fim da página tem o link do portfólio da dupla e da entrevista para CNN na integra. 
Mont Blanc la Jonction, Louis-Auguste Bisson Auguste-Rosalie Bisson, 1861.
Os Irmãos Wright, John Thomas Daniels, 1903.
Última Foto do Titanic, Francis Brown, 1912.
Cinco Silhuetas de Soldados na Batalha de Broodseinde, Ernest Brooks, 1917.
Mostro do Lago Ness, Robert Kenneth Wilson, 1934.
Cogumelo Atômico em Nagasaki, Charles Levy, 1945.
Sequestro nos Jogos Olímpicos em Munique, Ludwig Wegmann, 1972.
Rhein II, Andreas Gursky, 1999.
Explosão do Concorde, Toshihiko Sato, 2000.
11 de Setembro, Sean Adair, 2001.
Abu Ghraib, Soldado Americano Desconhecido, 2003.
Portfólio da dupla.
Entrevista a CNN.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Pai e filha recriam álbum de casamento como homenagem a esposa/mãe vítima de câncer.

     Ben e Ali Nunery se casaram em 2009. Como comemoração ao casamento eles decidiram que seu álbum seria tirado no local onde passariam o resto de suas vidas- A casa recém comprada. Dois anos e meio depois, Ali faleceu devido a um câncer de pulmão, deixando o marido e uma filha, Olivia.
      Ben decidiu mudar-se de casa com a filha, mas não poderia abandonar as memórias que o local trazia da sua esposa.  Para homenagear Ali e se despedir do antigo lar, pai e filha recriaram as fotos de casamento em um ensaio com a ajuda da fotografa Melanie Tracy Pace, irmã de Ali. O Resultado foi emocionante e também se tornou lembrança de 3 anos de idade da pequena Olivia.
     Sobre reviver momentos bons que teve com a esposa, desta vez com a filha, Ben diz : “Muita gente me perguntou como eu me senti durante a sessão de fotos. O que eu quero que as pessoas saibam é que não é uma história de dor, perda e sofrimento. Sim, eu vivi todos esses sentimentos e ainda os vivo, mas não é isso que quero transmitir com as fotos. Essa é uma história de amor.”
     E acrescenta: “Dissemos adeus para Ali dois anos atrás, mas sua presença permanece indiscutivelmente na casa. Nossas vidas vão continuar por uma trilha incerta, mas Olivia vai poder olhar essas fotos e saber que, mesmo que por pouco tempo, havia um lugar onde eu era o homem mais sortudo do mundo.”
     Confira as fotografias:
     Para se emocionar mais com outros álbuns de família e com fotos retratando a luta de Ali, acesse o blog da fotógrafa Melanie Tracy Pace.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Da Renascença, pelo Pop Art, ao Street Art: O quanto a realidade pode ser perturbadora.

   O artista Marco Battaglini, com ateliê em San José, Costa Rica, desenvolve montagens fotográficas em cima de pinturas clássicas da Renascença, misturando com o universo da Street Art e ícones da Cultura Pop e da Propaganda. 
    Seu trabalho, inspirado na estética grega, retrata o divino em meio a atualidade cercada de excesso de informação, uma crítica a sociedade pelo consumismo no próprio ato de comprar, tal como no consumo de ideologias representadas pelas personalidades que podem ser encontradas nas pinturas, assim como logos de marcas e símbolos ideológicos. 
   O uso da Renascença simboliza o ser humano como centro da atenção, a superioridade divina, o belo. A Pop Art é a chegada da publicidade e propaganda no mundo artístico, a repetição, a histeria de cores. Nas obras de Marco, ela é o desejo pelo ter sobreposto a singela e não erótica sensualidade do nudismo renascentista. A Street Art vem de apoio ao protesto. Carregada de ideologias ela reforça a transição das linguagens artísticas, das barreiras culturais e temporais.
     Quando Battaglini fala sobre sua arte ele diz que: “Ela convida-nos a pensar que na aldeia global de hoje, com a "democratização" da cultura, a evolução do conhecimento, a informação imediata, imerso na heterogeneidade, as forças Patchwork na cultura, nos confronta com a necessidade de compreensão para além das nossas fronteiras geográficas de tempo.”
    As múltiplas realidades sobrepostas das personagens nos transmite uma perturbação que nos parece normal, uma excitação diferente, pois é harmônica. A antítese de belo e antiestético, a combinação do divino e refinado com o vulgar, reforçam o propósito do artista, eliminar as limitações que distorcem a realidade e a percepção de opostos. Confira algumas obras:

Confira mais do trabalho do artista em :http://www.marcobattaglini.com/