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terça-feira, 7 de julho de 2015

Alice no País das Maravilhas imaginada por Salvador Dalí

   Neste último sábado (04/07), o livro Alice no País das Maravilhas completou 150 anos desde de sua primeira publicação. Como comemoração, mesmo que atrasada, do aniversário de Alice (ou como comemoração do desaniversário de Alice) separei essas pinturas de Salvador Dalí.
  O Artista surrealista ilustrou o livro na edição da New York’s Maecenas Press-Random House, em 1969. As Gravuras representam um momento marcante de cada capítulo. Os traços, as cores, e as próprias características surrealistas do pintor combinam com a “psicodelia” da obra, que já foi tema de outro post do blog: Alice no País das Maravilhas: Uma viagem alucinógena. 
  Nas imagens alguns personagens e cenas são facilmente identificados; em outras Dalí deixa símbolos que depois de uma certa reflexão nos remetem a trechos do livro ou até mesmo a cenas da animação da Disney. As Imagens estão em ordem cronológica. Decidi não escrever a qual capitulo cada imagem pertence para que você se divirta tentando lembrar onde elas aparacem no livro ou em um dos filme e também fique livre para interpretar o significado da pintura, pois é assim que a arte funciona, principalmente o surrealismo. Faça cara de crítico de arte, faça a maior viagem com o significado da obra e te desejo um feliz desaniversário para não perder o costume.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Da Renascença, pelo Pop Art, ao Street Art: O quanto a realidade pode ser perturbadora.

   O artista Marco Battaglini, com ateliê em San José, Costa Rica, desenvolve montagens fotográficas em cima de pinturas clássicas da Renascença, misturando com o universo da Street Art e ícones da Cultura Pop e da Propaganda. 
    Seu trabalho, inspirado na estética grega, retrata o divino em meio a atualidade cercada de excesso de informação, uma crítica a sociedade pelo consumismo no próprio ato de comprar, tal como no consumo de ideologias representadas pelas personalidades que podem ser encontradas nas pinturas, assim como logos de marcas e símbolos ideológicos. 
   O uso da Renascença simboliza o ser humano como centro da atenção, a superioridade divina, o belo. A Pop Art é a chegada da publicidade e propaganda no mundo artístico, a repetição, a histeria de cores. Nas obras de Marco, ela é o desejo pelo ter sobreposto a singela e não erótica sensualidade do nudismo renascentista. A Street Art vem de apoio ao protesto. Carregada de ideologias ela reforça a transição das linguagens artísticas, das barreiras culturais e temporais.
     Quando Battaglini fala sobre sua arte ele diz que: “Ela convida-nos a pensar que na aldeia global de hoje, com a "democratização" da cultura, a evolução do conhecimento, a informação imediata, imerso na heterogeneidade, as forças Patchwork na cultura, nos confronta com a necessidade de compreensão para além das nossas fronteiras geográficas de tempo.”
    As múltiplas realidades sobrepostas das personagens nos transmite uma perturbação que nos parece normal, uma excitação diferente, pois é harmônica. A antítese de belo e antiestético, a combinação do divino e refinado com o vulgar, reforçam o propósito do artista, eliminar as limitações que distorcem a realidade e a percepção de opostos. Confira algumas obras:

Confira mais do trabalho do artista em :http://www.marcobattaglini.com/