domingo, 19 de abril de 2015

Pitty se pronuncia sobre sua dublagem em Mortal Kombat X.

  Um dos assuntos mais comentados da última semana foi a dublagem da cantora Pitty para a personagem Cassie Cage de Mortal Kombat X, lançado dia 14 de Abril pela Warner Bros. Home Entertainment para as plataformas Microsoft Windows, PlayStation 3 e 4, Xbox 360 e One, Android e IOS.
   As críticas pesadas e até mesmo uma petição para a retirada da dublagem do jogo partem do fato de que a Pitty não se preocupou é dar uma intensão diferenciada para a personagem. Ela que não é dubladora nem profissional nem amadora com experiência foi convidada como marketing para trazer mais visibilidade para o jogo no Brasil, mas foi uma escolha errada. Pausa para um comentário- Mesmo sendo muito fã dela, concordo que a dublagem está MESMO ruim.
   Outro fato que colaborou para o aumento das críticas foi a falta de sincronização de alguns áudios e muitas falas traduzidas erradas, não só de Cassie, mas principalmente dela. Dessa forma a equipe de dublagem tem uma culpa maior que a da Pitty, já que como responsáveis eles deveriam entregar as falas com tradução compatível com a original e orientar as entonações na dublagem e se fosse o caso (na realidade é o caso) de corrigir e regravar as falas antes de ir para o mercado.
   Apesar de tudo o jogo está espetacular como todos os outros. Os fãs têm o total direito de reclamar da dublagem já que é importante que o público receba algo profissional e de boa qualidade, entretanto não será algo que afundará o jogo, e já esta até servindo como piada, principalmente a frase que referência a própria cantora: “Eu acho que vou equalizar sua cara”.
    A cantora se pronunciou para o UOL jogos, e como esperado foi educada. Veja:
   Antes disso o canal “Quatro Coisas” fez uma entrevista muito engraçada com a “Pitty” falando sobre o jogo. Confira;
   E ainda você pode ouvir todas as intros da Cassie no vídeo abaixo e tenha mais informações do jogo no site oficial (link no fim do post).

sexta-feira, 17 de abril de 2015

T-Shirt War: Stop Motion inspira comercial para McDonald's e Coca-Cola.

  Uma dupla de youtubers da Carolina do Norte, Rhett & Link, criaram uma guerra usando apenas camisetas em stop motion. O vídeo demorou 2 dias para ser gravado, foi usada 222 camisetas e teve a direção do cineasta brasileiro e também youtuber, Joe Penna, mais conhecido como MysteryGuitarMan. O vídeo é de 2010, entretanto ainda é um dos mais visitados do canal. Vale a pena assistir:
  O sucesso foi tão grande que no mesmo ano a dupla foi contratada pelo McDonald's para criarem um comercial no mesmo estilo divulgando a marca junto com a Coca-Cola. Confira:
  Esses dois vídeos fizeram a dupla ser chamada para entrevistas na TV e outras propagandas para diversas marca, lançando a dupla no mercado publicitário dos Estados Unidos. Vejam outros trabalhos no canal deles: Rhett & Link

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Não me Abrace, Estou Assustado: A Manipulação da Criatividade Infantil.

   Don't Hug Me, I'm Scared. (Não me Abrace, Estou Assustado), é uma série de vídeos que criticam o modo como coisas e sentimentos são apresentados para as crianças. Eles são criados no formato de programas infantis tradicionais dos Estados Unidos, com fantoches que ensinam as crianças, assim como por exemplo a “Vila Sesamo”. Hoje escolhi falar sobre o primeiro vídeo lançado em 2011, que critica o modo que a mídia ensina o que é criatividade. Tema que encaixa perfeitamente com os programas que ensinam artesanato. Assista.
    Analisando o vídeo temos o caderno de notas representando a mídia. Seu modo de falar é como um “professor”, mas ele na verdade esta ditando não ensinando. O primeiro trecho que podemos observar sua manipulação é quando ele diz:  “Eu uso meu cabelo para me expressar”. Uma das personagens diz que isso parece ser chato. O Bloco repete a frase dando a mínima importância para a opinião do “aluno”. A repetição é uma técnica usada para o condicionamento.
  Em seguida o bloco vai até a janela, onde ele pede para que as personagens identifiquem desenhos nas nuvens. Na primeira vez eles não conseguem, entretanto quando ele coloca a lupa nos olhos, as nuvens vão tomando formas. A lupa é uma alusão ao poder da mídia em dizer o que está na nossa frente, como se víssemos os fatos pelos olhos dela.
   Os personagens parecem ter entendido o que é criatividade. Um deles desenha um palhaço. O bloco diz que ele precisa desacelerar e cobre seu desenho com tinta. Isso mostra que quando alguém começa a desenvolver algo longe dos “conselhos” da mídia está errado e não pode ser mostrado. Na comunicação chamamos esse controle de separar o que é informação importante e o que é desnecessário de agenda setting. O que importante é repetido por todos os veículos de comunicação em massa. O desnecessário muitas vezes não é mostrado ou não é aprofundado e repetido.
  O próximo passo que é ensinado para as crianças é que devem escolher uma cor preferida. Um círculo de cores é mostrado. Cada personagem diz a sua preferida, porém um deles escolhe a cor verde que não está no círculo, resultado? Ele é censurado, limitando o que é criatividade.
  O bloco diz para eles se inspirarem, escutarem o som do seu coração, o som da chuva e a voz na sua cabeça. Essa frase é dita em um tom que lembra os distúrbios psicológicos onde as pessoas obedecem as ordens que ecoam em suas cabeças. Na realidade é a voz da mídia tão repetida que nos parece comum, que já faz parte das nossas escolhas.
   O vídeo toma um ar caótico. A música acelera. A câmera gira mostrando que tudo aquilo é inventado e está acontecendo dentro de um estúdio. Alguns elementos são perturbadores. O principal é um coração humano no meio de um monte de glitter. O coração representa o centro dos sentimentos humanos, para alguns é o principal símbolo de humanidade, e aqui é retratado no meio do gritter, como se a mídia estivesse “enfeitando” e “brincando” com as nossas emoções.
   Reparem que o céu limpo se transforma em uma tempestade, e que dois dos elementos que o bloco pede para escutarmos estão presente: O coração e a chuva. Outro signo no meio deste pandemônio que merece ser interpretado é o bolo de carne. A carne é outro símbolo para o ser humano, o fato dela estar encharcada de sangue deixa mais evidente isso. É como se a mídia feita por homens se alimentasse do próprio homem, o que de fato, metaforicamente é real. 
   Um pedaço de carne “foge” por um buraco de rato. O animal rato é usado para menosprezar o ser humano. “Você é um homem ou um rato?”. A carne escapando pela fresta na parede é o próprio homem transformado em rato.
   Notem que o bloco não está no meio da desordem. A mídia desaparece quando a realidade é mostrada, como se ela fosse intocável pelo caos. Quando retorna, a última frase do bloco é: “Agora tudo está ótimo para nunca ser criativo novamente”. Primeiro temos a ironia de dizer que tudo está ótimo após toda a desordem, por fim a mídia concluí que depois de condicionado não precisamos nunca mais ser criativos.
  Abaixo separei um vídeo do canal "TheFineBros", mostrando a reação de crianças ao verem o “Don't Hug Me, I'm Scared”. É muito divertido ver o comportamento delas durante todo o vídeo e depois as respostas para as perguntas dos entrevistadores e os comentários sobre o que é criatividade. Confira também os links do making off e o canal dos outros vídeos da série.

domingo, 12 de abril de 2015

Dupla de fotógrafos suíços criam maquetes baseadas em fotografias históricas.

   Existem imagens que sobrevivem a história por representarem momentos que marcaram uma época. Ao vermos estas fotos imediatamente ligamos a fatos e sentimentos que o mundo viveu e precisou registrar para gerações futuras. São imagens tão significativas e fortes que estão estampadas para além de livros; talvez até mais na memória da sociedade.
   Os fotógrafos suíços Jojakim Cortis e Adrian Sonderegger resolveram escolher algumas dessas fotografias para recria-las. O projeto iniciou como uma brincadeira quando decidiram fazer uma maquete da famosa foto “O Desastre de Hindenburg, Sam Shere, 1937” e depois fotografa-la. Desde de então a dupla passou mais três anos criando maquetes de mais 13 fotografias.
O Desastre de Hindenburg, Sam Shere, 1937.
   Em uma entrevista à CNN eles disseram que a fotografia mais difícil de ser recriada foi a “Protesto na Praça da Paz Celestial, Stuart Franklin, 1989”, onde uma misteriosa figura solitária obstruí o caminho de tanques militares durante os protestos estudantis na Praça da Paz Celestial.
   "Nós compramos os tanques no eBay da China", explicou Cortis. "Eles eram esses kits modelos que tivemos que colocar juntos."
   "Tivemos que construir em torno de sete ou oito tanques - o primeiro foi divertido, o segundo foi ok, e depois foi apenas trabalho duro", disse ele sobre a cena que levou duas semanas para ser concluída.
Protesto na Praça da Paz Celestial, Stuart Franklin, 1989.
   Entretanto a imagem que mais teve repercussão foi a “Pegada na Lua – Edwin Aldrin, 1969” servindo como mais um argumento para as pessoas que defendem a teoria de que o homem não foi a lua (um bom tema para futuramente expor aqui no blog).
Pegada na Lua – Edwin Aldrin, 1969.
   O duo acabou de fazer uma versão em miniatura do assassinato do presidente americano John Kennedy em Dallas-1963, com foto ainda não divulgada, porém já criticada como outras fotografias (o atentado de 11 de setembro por exemplo). Sobre isso, Cortis declara: "Não é que nós tivemos em nossa mente recriar imagens negativas, mas eu acho apenas que a história parece ter imagens icônicas mais negativas do que positivas” e acrescenta" Mas ainda há esperança, a história ainda está acontecendo, e o projeto ainda não está terminado."
    Separei todas as fotografias divulgadas comparadas com as originais, espero que gostem. No fim da página tem o link do portfólio da dupla e da entrevista para CNN na integra. 
Mont Blanc la Jonction, Louis-Auguste Bisson Auguste-Rosalie Bisson, 1861.
Os Irmãos Wright, John Thomas Daniels, 1903.
Última Foto do Titanic, Francis Brown, 1912.
Cinco Silhuetas de Soldados na Batalha de Broodseinde, Ernest Brooks, 1917.
Mostro do Lago Ness, Robert Kenneth Wilson, 1934.
Cogumelo Atômico em Nagasaki, Charles Levy, 1945.
Sequestro nos Jogos Olímpicos em Munique, Ludwig Wegmann, 1972.
Rhein II, Andreas Gursky, 1999.
Explosão do Concorde, Toshihiko Sato, 2000.
11 de Setembro, Sean Adair, 2001.
Abu Ghraib, Soldado Americano Desconhecido, 2003.
Portfólio da dupla.
Entrevista a CNN.

domingo, 5 de abril de 2015

A evolução dos logos da Disney e da DreamWoks.

    Se você é um grande fã de cinema ou apenas gosta de assistir filmes nos momentos de lazer, não importa, mas com toda certeza você já reparou nos logos da Disney e da DreamWorks que antecedem os filmes dos dois estúdios. O que talvez você não tenha reparado é que eles se modificam para lembrar algo do filme: uma cena, um personagem, o tema ou as cores, tornando cada abertura de filme único.
    O Castelinho da Disney apareceu pela primeira vez em 1985 e teve sua primeira variação em 1995, já o Pescador da DreamWorks teve sua primeira aparição em 1997 e sua primeira variação em 2001. Pensando nesses dois ícones e na continuidade de suas evoluções o editor Ethan Jones fez dois vídeos mostrando as melhores aberturas dos dois estúdios. É simplesmente nostálgico acompanhar esses compilados, dá até vontade de fazer uma maratona de filmes. Confira: